Atendimento na UPA do Jardim do Sol pode ser suspenso; no ano passado, Sindmed já questionava precariedade da estrutura

No final de 2017, há exatamente um ano, diretores do Sindmed, acompanhados pelo  promotor Paulo Tavares, da Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais, e pelo vereador João Martins,  que preside a Comissão de Seguridade Social da Câmara Municipal, estiveram na UPA do Jardim do Sol.

O grupo foi conferir in loco as condições de trabalho dos médicos e o atendimento à população.  Naquele momento, o que se verificou deixou clara a situação absolutamente precária do local: rachaduras no chão e nas paredes, lajes desabadas,  infiltrações, aparelhos de ar condicionado que nunca funcionaram,  portas quebradas, falta de cadeiras de rodas, falta de  vários medicamentos - incluindo antibióticos e antialérgicos de uso comum, -  falta de lençóis e até de papel toalha para secagem de mãos se somavam a consultórios deteriorados e quentes, com móveis quebrados, sem cortinas,  salas de curativos sem pias,  falta de segurança para equipe de funcionários, sobrecarga de trabalho e  mais uma série de problemas.  

Agora, nesta quinta-feira, dia 29 de novembro de 2018, uma reportagem veiculada pela Rádio CBN de Londrina (https://cbnlondrina.com.br/materias/reforma-geral-pode-suspender-atendim...) informou que a  UPA do Jardim do Sol  vai precisar passar por uma reforma geral que deve causar a suspensão do atendimento.  Segundo a reportagem, um laudo preliminar feito por uma empresa contratada pela prefeitura confirmou os problemas estruturais que têm incomodado funcionários e pacientes há pelo menos dois anos. Além das rachaduras extensas, que tomam conta de quase todo o prédio, o que mais chama a atenção é o desnível no chão do imóvel, que, de acordo com laudo, seria resultado de uma falha na compactação do solo durante as obras de construção da unidade. Também de acordo com a reportagem da CBN, o prédio da UPA foi construído entre 2013 e 2015 e os problemas estruturais apareceram logo depois, durante o temporal que atingiu a cidade em janeiro de 2016.

Em entrevista à rádio, o  secretário de Saúde, Felippe Machado, disse que no caso da suspensão  os funcionários serão remanejados para outras unidades e espaços. Atualmente, mais de 400 pessoas passam pela unidade por dia.

Diante dos fatos, o presidente do Sindmed, Alberto Toshio Oba, lamenta a morosidade para a resolução dos problemas e a falta de prioridade na área da saúde. “No ano passado visitamos várias UBSs e UPAs, apontamos os problemas, participamos de uma audiência pública na Câmara de Vereadores. Enfim, é muito triste constatar que mais uma vez a população vai sofrer as consequências da morosidade e dos problemas de gestão”, finaliza.

Por Máxima Comunicação/Assessoria de Imprensa Sindmed

 

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